Robôs viram funcionários de hospitais na Bélgica

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Sua dicção é um pouco entrecortada, e seus gestos ligeiramente imprecisos, mas o robô Pepper está pronto para receber pacientes e visitantes em dois hospitais belgas.

Pepper é o primeiro robô do mundo a trabalhar como recepcionista em um ambiente hospitalar. Isso segundo os encarregados do hospital La Citadelle, de Liège, no sudeste do país. Pepper foi apresentado ao trabalho nesta segunda-feira (13).

O robô tem 1,40 metro de altura, cara redonda, monitor no peito e é equipado com rodas escondidas embaixo da carcaça branca. Ele é capaz de reconhecer a voz humana em 20 línguas e determinar se seu interlocutor é homem, mulher e mesmo se é uma criança, disse Raphaël Tassart, porta-voz da companhia belga Zora Bots, que desenvolveu os programas instalados no cérebro eletrônico de Pepper.

Robô Pepper virou funcionário do hospital AZ Damiaan, da Bélgica; ele recebe pacientes e toma cuidado deles. (Foto: François Lenoir/Reuters)
Robô Pepper virou funcionário do hospital AZ Damiaan, da Bélgica; ele recebe pacientes e toma cuidado deles. (Foto: François Lenoir/Reuters)

Os desenvolvedores SoftBank Mobile e Aldebaran Robotics chamam a máquina de robô “com coração”.

Em Liège, Pepper, vendido por cerca de 30 mil, continuará confinado à recepção. No hospital da cidade Oostende, no noroeste da Bélgica, no entanto, o robô pode acompanhar os visitantes pelos corredores até os diferentes serviços, segundo Tassart.

Robôs da geração de Pepper já foram testados no Japão e na França, geralmente com funções comerciais. “Mas é a primeira vez que serão utilizados na recepção”, afirmou o porta-voz.

Outros robôs menores, de 57 centímetros, desenvolvidos pela mesma empresa, já estão em funcionamento em cerca de 300 hospitais, centros de aposentados ou de cuidados em vários países. Em Liège e Oostende, estes robôs, chamados Nao, são utilizados como auxiliares nos serviços pediátricos e geriátricos.

Conheça Pepper, o robô capaz de ler seus sentimentos

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